Salvador, sem data para ser eterna.
Oi escolhido,
Ontem, especialmente, você fez muita falta. Não sei se foi o dia chuvoso, ou se apenas acordei mais passional do que em outros dias. Não sei se foi a saudade que resolveu fazer-me uma visita mais demorada. Sei apenas que ao longo do dia, qualquer coisa, uma simples palavra, um e-mail, uma música trazia sempre você de volta ao meu pensamento.
Tive vontade de ligar, te escrever um e-mail, responder aos seus scraps. Mas, não tive coragem. O medo foi mais forte.
Digo que não te amo mais, sabendo que é mentira. Que está tudo aqui guardado, sufocado em meu peito esperando por um momento, uma brecha para vir à tona.
Por isso, agora na madrugada, acordo e escrevo esta carta, porém você também não lerá. Não. Não te enviarei. Não te darei esta ousadia. Não posso. Vou dormir e sonhar que estou em teus braços. É o que me resta.
Há quem diga que estou sendo covarde. Que deveria lutar por você, por seu Amor. Mas, não tenho mais forças. Agora é tarde. Também porque estou aprendendo que muitas coisas na vida a gente tem que aceitar. Tenho que aceitar que seu Amor não é por mim. E que se você ainda não passou... Um dia vai passar.
Incompreendida às 2h25 da madruga.
P.S. Como já disse o poeta: “todas as cartas de AMOR são ridículas..."
P.S. Fui dormir cantarolando uma música de Vander Lee:
"... da louca que inda me resta/ só quis te levar pra festa/ você me amou de um jeito tão aflito/ que eu queria poder te dizer 100 palavras/ que queria poder te cantar 100 canções/ eu queria viver morrendo em tuas teias/ seu sangue correndo em minhas veias/ seu cheiro morando em meus pulmões/ cada dia que passo sem sua presença/ sou um presidiário cumprindo sentença/ sou um velho diário perdido na areia
esperando que você me leia /sou pista vazia esperando aviões..."



Leia este blog no seu celular